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quinta-feira, dezembro 08, 2011

Chiquinho & Pompéia - Itajubenses na Seleção Brasileira de Futebol



Sim é verdade, tivemos dois jogadores de futebol, nascidos e criados em Itajubá – MG e que atuaram em uma Seleção Brasileira de Futebol. Em comum eles tiveram uma carreira brilhante, coroadas com as convocações para uma Olimpíadas (na Itália em 1960) e para representar o Brasil em um torneio Sul Americano em 1956. 

No entanto, como vários filhos da cidade, eles percorreram caminhos bem diferentes; começando pela escolha de suas posições (um atacante e outro goleiro), passando pelo brilho e duração de suas atuações e terminando em seus destinos, marcados por diferentes  escolhas pessoais.

Confira em mais informações abaixo as suas histórias e feitos no futebol...




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Chiquinho


Francisco Castro Gonçalves, nasceu em 1941 e junto com os seus seis irmãos, conhecidos como "Os Irmãos Castro" formavam a base do time, mais que família, do Itajubense Futebol Clube. 

Nos anos 50 e 60 o futebol da região Sul Mineira era muito forte e os grandes  times do Rio de Janeiro, de São Paulo e da Seleção Brasileira costumavam treinar nas cidades da região em busca de novos talentos. O Dínamo de Bucarest chegou a jogar na cidade e o nome do time local Yuracan Futebol Clube é baseado no Huracan da Argentina que estava excursionando pelo Brasil naquela época.

Em um treino da Seleção Olímpica Brasileira em Itajubá, contra o Yuracan FC, a Seleção foi massacrada por 5 x 0, com 4 gols do Chiquinho. Com fama de goleador veio  o natural convite para compor o time e atuar ao lado de estrelas da época, como o ilustre e inteligentíssimo Gérson.

Chiquinho disputou o torneio de futebol nas Olimpíadas de Roma, em 1960. Mas a seleção do então técnico campeão mundial, Vicente Feola, fracassou. O Brasil foi eliminado pela Itália na primeira fase (na época, só o primeiro de cada grupo passava). Venceram a Inglaterra por 4 x 3 e a China por 5 x 0, sendo eliminados no jogo seguinte pela dona da casa por 3 x 1.

De volta ao Brasil, em vez de seguir o caminho mais fácil e luminoso e atender aos convites dos grandes times cariocas e paulistas podendo assim desenvolver uma promissora carreira futebolística, optou pelo caminho mais difícil: voltar aos estudos e a namorada firme na terra natal. Formou engenharia na reconhecida UNIFEI em 1964, casou com a linda namorada, que mais tarde atuou na Rede Globo e teve um lindo casal de filhos.
Chiquinho é o primeiro a esquerda agachado com a bola.

Para se ter uma idéia do feito do Chiquinho, confira no quadro abaixo a envergadura dos times dos jogadores convocados para participar da Olimpíada de 1960.


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Pompéia – o constellation


Foi um daqueles goleiraços de antigamente. Espetacular!

Nasceu em 1934, como José Valentino da Silva, ganhou o apelido ainda garoto porque gostava de desenhar o marinheiro Popeye.

Ainda moleque começou como centroavante nos times locais, porém foi jogar em Três Pontas – MG e o goleiro titular ficou doente, e então o treinador resolveu mandar Pompéia defender os três paus. Depois de atuação brilhante na partida, Pompéia tornou-se titular absoluto da equipe.

As defesas acrobáticas e milagrosas fizeram com que Pompéia não ficasse muito tempo no Sul de Minas. Foi contratado profissionalmente pelo Bonsucesso – RJ por dois anos e depois defendeu o América – RJ por 11 longos anos, sendo inclusive campeão carioca em 1960.

Sua especialidade era o salto acrobático. A torcida tascou-lhe um apelido que tinha valor de condecoração: Ponte Aérea! O torcedor gostava. Os fotógrafos ainda mais. Suas defesas davam fotos tão bacanas que até serviam pra enfeitar caixas de lápis de cor.

Quando ainda jogava pelo América, Pompéia chegou à seleção brasileira, quando a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) montou uma seleção para defender a camisa canarinho em competições sul-americanas.

Timaço do Torneio Osvaldo Cruz em 1956


De pé: Djalma Santos, Pompéia, Edson, Formiga, Zózimo e Helio.

Agachados: Canário, Romeiro, Leônidas, Zizinho e Ferreira.

Saiu do América em 1965, e ainda defendeu as camisas do São Cristóvão, Galícia-BA, Clube do Porto (Portugal), Deportivo Itália (Venezuela) e Deportivo Português (Venezuela), onde foi campeão Venezuelano de 1967.


Em 1969 o Deportivo Português fez um jogo contra o temido Real Madrid, da espanha. No final da partida, Gento, o ponta-esquerda espanhol chuta para o gol e Pompéia faz a defesa no canto rasteiro, mas dá o rebote... Imediatamente, para abafar a jogada, ele vai pra cima do jogador que se aproxima para marcar o gol... mas desta vez o tal jogador, um tal de Di Stefano, é mais rápido, e chuta a bola de forma violenta no olho esquerdo do arqueiro. O Contellation (apelido que ganhou de Waldir Amaral porque era este o nome do avião que ligava o Brasil ao mundo) só acordou no hospital após uma delicada cirurgia, onde ficou cego da vista esquerda. Acabara ali sua brilhante carreira.

A depressão foi sua companheira depois deste acontecimento infeliz. Seus amigos não conseguiram com que ele saísse do fundo do poço. Amaro, campeão de 1960 e amigo de Pompéia, ainda tentou que ele fosse treinador de goleiros do Bonsucesso, mas sua intenção foi em vão.

Pompéia ficou esquecido e virou alcoólatra.

Morreu em 1996 com uma bola à beira da cama.

6 comentários:

  1. Macarrão.....
    Muito legal a homenagem pros "boleiros" de Itajubá....ainda mais sobre meu cunhado e padrinho Chiquinho!
    Valeu,...bjos

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  2. Após alguns anos correndo atrás de notícias sobre Chiquinho, Seleção brasileira olímpica e jogo desta seleção em Itajubá, afinal encontrei um pouco do que queria. Assisti ao jogo vencido pela seleção itajubense. Em cartas ao O Sul de Minas,não obtive êxito em ter fotos ou reportagens sobre tal jogo. Inclusive, devido ao tempo decorrido do fato, embaralhei-me no placar. Realmente não sabia de placar tão elástico. Será que existe fotos ou matéria sobre Chiquinho e aquele jogo? Gostaria de ter. Quanto a Pompéia, possuo dois livros de e sobre Zizinho nos quais comenta sobre o torneio, com foto da seleção em que aparece Pompéia. Em todo o caso, valeu a pena sua matéria.Com os livros encaixotados devido a reforma em casa no momento, se desejarem e interessarem, posso enviar dados bibliográficos dos livros. Grato mais uma vez. Carneiro.

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  3. Era menina e ouvia: Defendeu Pompéia!!!!!! Chiquinho, conheço a família mas não sabia desse seu lado. Enfim, Adorei ler e saber algo sobre estes dois conterrâneos.

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  4. vi muitos jogos do chiquinho, no itajubense, pompeia,,quando eu era adolescente, bati um penalti , nele no campo do fabricas de armas... itajuba,mg

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  5. assisti varios jogos do itajubense, não esqueço os 2 a 0 sobre o smart de pelegrino, barnabé, em 1960 no campo da escola de horticultura, hoje agrícola.

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